O oponente

Você já aprendeu a receber?
5 de setembro de 2018

O oponente

O que você pensa logo que lê o título O OPONENTE?

Uma pessoa que você não gosta? Ou um jogador? Ou você mesmo na sua frente? Que tal a última opção?

Muitas vezes nos preocupamos tanto com fatores externos: pessoas,ambientes, situações e reagimos à elas sem ao menos verificarmos onde está acontecendo o real jogo, a real batalha. Sim, dentro da minha e da sua cabeça, em nossas mentes.

Quantas situações cotidianas nos levam a mudança de humor e sem perceber, nos rendemos/ perdemos essa batalha sem ao menos ter a chance de observar e tomar uma decisão realmente vantajosa para nossas vidas?

A primeira parte de uma grande transformação é essa. Se dar conta que o real jogo é interno, parte de você para um outro você criado desde que nasceu.

Talvez você já deva ter visto por ai (se não em você mesmo), atitudes como de uma pessoa justa que para ser justa em uma situação que ela considera injusta ela mesma pratica a injustiça?

Ou de alguém que se diz e considera ética e moral, pratica algo antiético por considerar que uma situação ou pessoa agiu de forma antiética ou imoral?

E até mesmo uma pessoa “pura” e boa se transformar em uma pessoa maquiavélica porque alguém agiu de forma que esta considerou extremamente maldosa e inaceitável?

Sim. Temos que acreditar que quanto maior o potencial maior a responsabilidade.

Quanto maior o dom, o talento, maior a sombra. Quanto mais luz, mais sombra. Essa dualidade do universo nos mostra do que somos feito. De luz e sombra, de qualidades e defeitos de acordo com o tempo e o espaço, de acordo com as pessoas e circunstâncias envolvidas.

Luz e Sombra - oponente

Luz e Sombra – oponente

Sei que pensar que existe uma batalha interna entre a minha voz, de quem eu sou completamente e a voz que questiona minha integridade e minha dualidade como algo inteiramente natural e normal pode ser a raiz da maioria dos problemas que enfrento parece ser algo realmente confuso. No fundo é até que haja clareza entre você e a voz do oponente.

Muitas pessoas cansam antes de entender esse jogo pois elas querem entender o jogo tentando vencer o jogo. Na verdade, a melhor forma de vencer o jogo é não tentar ganhá-lo. É simplesmente tornar-se um observador.

Em primeiro lugar quero esclarecer do que estamos falando.

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Seu oponente existe para que você somente saiba que você realmente é.

Apesar de questionador, muitas vezes acusador e malandro, seu oponente conhece suas memórias e sabe como contar histórias racionais e intelectuais.

Ele não tem emoção.

Mas pode fazer com que você acesse as suas e isso já deve estar acontecendo na sua vida. A voz do oponente sabe como colocar suas historias de fracasso no seu futuro e/ou somente lembrá-lo que você as tem sem nenhum propósito ou benefício nisso, a não ser que você aprenda a usar isso como benefício. Esse é um passo mais avançado.

Seu oponente aparece quando você esta prestes a fazer algo inovador, algo benéfico, mas também desconhecido. O oponente prefere o conhecido, pois como já disse, lá ele sabe navegar pois tem acesso às suas memórias.

Muitas vezes você pode identificá-lo como uma emoção. Você não consegue ouvi-lo mas sente. Uma forma de saber se você está ouvindo seu oponente mas não está percebendo é quando começa agir porque está com medo.

Você já falhou!

Por exemplo. Você já falhou com alguém com certeza. Você é um ser humano, é isso que somos desde que comeram a maldita maçã. (você conhece essa história né?)

O oponente – você já falhou!

Pois então, seu oponente aparece exatamente naquele momento onde você decide ir pedir perdão para quem prejudicou. O amor que você tem pela pessoa pode suportar a dor do desconhecido, ou seja, de como a outra pessoa vai reagir por exemplo. Seu amor pode lidar com isso pois a unica intenção do amor é compartilhar luz, coisas boas e agradáveis, que prezam o bem de si mesmo e do próximo.

Mas o oponente teme o desconhecido, ele teme em não ter a melhor resposta ou solução para situações desconhecidas, teme não  ter em suas sinapses neurais a melhor solução para você.

Isso mesmo para VOCÊ.

O oponente baseia-se naquilo que você pode não conseguir ou pode perder. Está entre manter o que você tem ( ou acha que tem) e teme não conseguir o que precisa (ou acha que precisa).

Você sabe no mais profundo do seu coração que pedir perdão é libertador e genuíno, que está disponível para você e para todos. Mas seu oponente não.

O oponente então aparece para te proteger. Ele diz: e se ela/ele não te perdoar?

Lá no fundo essa pergunta é inútil já que em sua essência você sabe que o perdão é libertador independente do que lhe dirão. Que sua honestidade e amor encobre multidões de pecados.

Mas muitas vezes o oponente pergunta e sem perceber, respondemos, ou buscamos alguma resposta que pareça coerente. Mas acontece que o oponente sempre tem uma resposta, então adivinha, ele dirá então: “E se ela/ele sair contando por ai que você assumiu a culpa?”

Pronto, nesse momento o oponente que também é uma voz julgadora já nos rotulou como culpado.

E assim continua essa conversa até que o pior aconteça.

Caramba! Então como não odiar essa voz julgadora que questiona e confunde?

Lembre-se, o papel do oponente é protegê-lo. Não que ele saiba do que exatamente ou de nada, mas somente protegê-lo. E em um nível mais profundo (onde aprofundo com meus clientes de mentoria) o oponente revela onde está o seu maior tesouro, sua maior transformação.

Por isso precisamos aprender a não jogar o jogo e só observar. Aprender a andar com ele no banco de trás do carro. Nem no volante e nem de passageiro.

Também não podemos chutá-lo para for a do carro. Isso seria chutar uma parte sua para fora, sendo assim não poderíamos viver de forma abundante pela metade.

Então temos que aprender a colocá-lo em seu lugar.

Volto para a pergunta no inicio: O que você pensa logo que lê o titulo O OPONENTE?

Uma pessoa que você não gosta? Ou um jogador? Ou você mesmo na sua frente? Que tal a ultima opção?

Pare e pense agora nas coisas que você diz que sonha ou deseja.

Pense também em seus relacionamentos.

E seus relacionamentos? - oponente

E seus relacionamentos? – oponente

Quais estão conectados pela essência e quais estão conectados pelo medo? (o oponente)

Será que quando pensamos em ter um carro novo, estamos pensando com uma consciência realmente expandida? Será que seremos plenos, felizes, maduros, pacíficos e amorosos se tivermos um carro ? ou será que pessoas plenas, felizes, bem sucedidas, maduras, amorosas podem conquistar como consequência um carro novo e muito mais do que isso?

Será que as interações que existem entre você e as pessoas estão movidas por amor? Quais são as situações que você passa a reagir porque ouviu a voz do oponente?

Quantos julgamentos você acha que faz durante o dia? No transito? No trabalho? Em casa? Com os colegas de trabalho, da academia, da igreja, do bairro, de qualquer lugar?

Medo é uma emoção causada pela PERCEPÇÃO do perigo, que causa uma mudança

Em nossas funções metabólicas e orgânicas e no comportamento.

Sim mudamos nosso comportamento quando passamos a agir pelo medo. E tudo começa em um ambiente invisível? Não estou falando de coisas sobrenaturais ou religião e sim de fatos comprovados pela ciência que comprova que podemos e mudamos nossa realidade.

Nossas percepções mudam de acordo com aquilo que acreditamos e de acordo com a perspectiva que vemos a situação.

Por isso podemos avançar e observar quais tipos de medo estou realmente vivendo.

O primeiro medo é o saudável. Não podemos esquecer que nossa amígdala, parte do cérebro responsável por nos alertar existe perfeitamente. Graças a ela olhamos antes de atravessar a rua, cuidamos das crianças etc.

Existe também um medo real. Ele existe assim como o primeiro medo. No entanto esse não está conectado com um fato e sim com um pensamento existencial. É por isso que quando alguém me procura e revela que tem medo de morrer ou medo da morte seja a sua ou de alguma pessoa querida eu sei que há 99% de chance desta pessoa ter dificuldades de viver e experimentar, consequentemente de fazer uma transformação de vida. Há também grandes chances dessa pessoa sofrer por controlar demais as pessoas ou se cobrar demais. Você deve estar pensando que tudo isso acontece por medo real da morte como um medo existencial. Na verdade o medo da morte automaticamente revela o medo da vida. Como evitar a morte? Evitando viver.

O medo existencial é muito comum mas também abstrato e de certa forma espiritual. Não no sentido religioso, mais uma vez repito, mas sim de entendermos que até mesmo a ciência nomeou aquilo que não pode explicar por exemplo em nosso cérebro apontando como o ponto de Deus.

Mas esse é um outro assunto. Vamos falar do medo?

Em terceiro, o medo ilógico que é um medo criado na mente (pelo oponente e por conversarmos com o oponente) sem bases reais ou saudáveis, somente por algo hipotético.

Este medo é na minha opinião o medo que violenta os princípios das pessoas, quebra e/ou ignora fundamentos e valores. Pois esse medo é materializado através da escolha da gratificação instantânea muitas vezes não condicionada aos nossos valores e identidade. Assim como muitas vezes esse medo é materializado através da ideia de que algo necessita ser evitado.

A primeira coisa a fazer é identificar esse medo. Ele com certeza nasce através de um discurso do oponente para te proteger como por exemplo ele diz: “Você não sabe fazer isso “ou  “Você não consegue fazer isso”até que você mesmo externaliza.

Depois de identificar é não dar atenção para o oponente e escolher o que pensar. Por exemplo se o oponente diz que você não sabe como fazer isso você primeiro identifica que isso não é real e então faz com que isso seja realmente irreal dizendo frases sem sentido como eu não sei como o elefante voa, etc. Então você vai falando sem parar coisas irreais até rir  e o oponente não ter voz ativa. Então você inicia uma conversa em voz alta dizendo o que você sabe.. eu sei comer, eu sei respirar, eu sei comer e respirar, eu sei andar, eu sei comer andando e respirando, até que você diz, se eu soubesse como fazer isso qual seria o primeiro passo?

Muitas vezes damos valor demais por não conseguir reconhecer de onde vem esse jogo e até mesmo as reações que nos arrependemos. Entretanto tomando consciência do jogo interno você pode simplificar as coisas e percebendo que la no fundo decidimos baseados em duas emoções: amor e medo, e como já dizia em um livro bem antigo, o amor encobre multidões de pecados.

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